Seguir adiante é ir além do "existo!". Deixar de apenas existir para pensar, amar, agir, atuar, contemplar, praticar o ócio, ócio criativo, ato alienado, ato capital, ato-fato, etc. Também, simplesmente existir. E inclusive ou (no caso de exaltação do valor "vida") exclusive, deixar de existir.
Veja que pensar vem depois de existir. A assertiva "Penso, logo existo" é inadequada. Uma verdade relativa seria "Existo, logo penso". Outras: existo, logo amo; existo, logo corro; existo, logo adoeço.
Mas devemos avançar com calma. Propus verdades relativas de graus mais avançados nos exemplos anteriores para preparar o terreno, mas elas não surgem somente em saltos. Podemos afirmar nossa existencia e tão cedo, dela, afirmarmos o que vemos, o que sentimos, o que pensamos de qualquer maneira, mas podemos, contrariamente, estabelecer uma maneira determinada, um modo (vide posterior consequências de existir ativamente).
Com intuição e humildade encadearei a primeira verdade relativa.
Pois bem, a verdade absoluta "existo" gera* uma verdade relativa consequente e primitiva:
- Existo passivamente.
*utilizo o termo "gera" porque não há que se falar ainda em método, apenas verdade intuída, encadeada, subordinada a uma verdade absoluta. Não há método, mas simples consequência principiológica da verdade absoluta.
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