quinta-feira, 31 de agosto de 2006

O terceiro Momento

Brazil. São Paulo, Av. Paulista.

Música, Sorriso, Gente, Olhar sorrindo e contagiado pela beleza da vida e dos caminhos que essa nos dá, talvez um único caminho capaz de liberar dopamina. Dançando, cantando, olhos... cores cores... dança na selva de pedra. Instintos totalmente conduzidos de maneira quase racional. Um "quase" permitindo sentir-se em um filme em que as capacidades são maiores e os desejos são possíveis. Possibilidade. Liberdade ou Condução, mas Felicidade fácil de identificar.

Minha posição é inferior. Estou no chão e ela está na cobertura. Aquele prédio era quase um trio-elétrico. Uma cobertura recheada de gente trocando expressões com as do chão da avenida. Aliás, avenida-palco do orgulho gay anual. Interessante. Casa do empresariado nato brasileiro e palco dos anais de orgulhos.

A-ha. Subiii. E não havia mais ninguém. Ego sempre atrasado como o meu, era uma coisa quase óbvia. Quase. Havia um pilar, um falo, um começo de vida nova, um sonho tornando-se dourado, amado. Este mesmo ego (pausa) salta como homem-aranha descendo seu falo simbólico (uma coluna que não sustentava prédio, mas me sustentava e me fazia parecer num Corpo de Bombeiros em emergência de saída), para o primeiro andar.

Perfeita e a mais bela das belezas (um elogio sincero do coração de seu peito, enquanto sua mente sonhava seu singular desejo), era (pausa) ela.
Abordado pelo cão, o cão presente em todos os pesadelos daqueles que temem algo. Eu não temia o cão, temia a recusa da minha presença por ela. O cão late alto, ela com um olhar "manda-o pastar. Agora é gado!".
Somente eu e ela, uma sacada no primeiro andar em que caberiam ao menos 50 pessoas.
Ela não é mais importante?
Nosso momento é importante, precisa ser especial. Nada mais especial que a atenção em tensão, o que vai acontecer meu Deus? ai Jesus...
Seu sotaque de Jesuz,
Seu sotaque de Bluez...

quinta-feira, 6 de julho de 2006

5. Existo passivamente

Existir passivamente é ser, basicamente, um receptor. Através dos sentidos percebe-se o ambiente. Inicialmente não há pensamento, há uma percepção. Portanto a existência passiva é a existência do ser que vê, ouve, sente odores, sabores e sensações.

Primeiramente, a verdade "existo". Não é preciso afirmar com palavras ou gestos, esta afirmação pode ser a simples consciência de si, ou seja, um fenômeno.

Desta concepção, sem aplicarmos hierarquia de verdades, mas ainda sim uma verdade imediata sugerida daquela, "percebo".

segunda-feira, 3 de julho de 2006

4. Seguindo adiante

Seguir adiante é ir além do "existo!". Deixar de apenas existir para pensar, amar, agir, atuar, contemplar, praticar o ócio, ócio criativo, ato alienado, ato capital, ato-fato, etc. Também, simplesmente existir. E inclusive ou (no caso de exaltação do valor "vida") exclusive, deixar de existir.

Veja que pensar vem depois de existir. A assertiva "Penso, logo existo" é inadequada. Uma verdade relativa seria "Existo, logo penso". Outras: existo, logo amo; existo, logo corro; existo, logo adoeço.

Mas devemos avançar com calma. Propus verdades relativas de graus mais avançados nos exemplos anteriores para preparar o terreno, mas elas não surgem somente em saltos. Podemos afirmar nossa existencia e tão cedo, dela, afirmarmos o que vemos, o que sentimos, o que pensamos de qualquer maneira, mas podemos, contrariamente, estabelecer uma maneira determinada, um modo (vide posterior consequências de existir ativamente).
Com intuição e humildade encadearei a primeira verdade relativa.
Pois bem, a verdade absoluta "existo" gera* uma verdade relativa consequente e primitiva:
- Existo passivamente.

*utilizo o termo "gera" porque não há que se falar ainda em método, apenas verdade intuída, encadeada, subordinada a uma verdade absoluta. Não há método, mas simples consequência principiológica da verdade absoluta.

sábado, 1 de julho de 2006

3. A verdade absoluta

Antes de qualquer método, antes de qualquer iniciação do pensamento racional, existe uma verdade absoluta como princípio. Esta é a única certeza. O Grande Amálgama do Filósofo. A destruidora de religiões. A decorrente de idéias atuais como a do filme Matrix. O início, pois a partir dela criamos verdades relativas. O fim, pois somente ela é absoluta. A coroa de Descartes. O cetro de Bacon. A VERDADE ABSOLUTA.

Apresento-lhes a única verdade do mundo: "Existo!". Infelizmente, é perceptível que é uma verdade subjetiva. Só é válida pra mim! Mas experimente você mesmo, pense alto: EXISTOOO! O princípio do pensamento racional morre com seu sujeito pensante. Mas enquanto vivo ele jamais pode estar errado ou simplesmente não existiria.

Exemplo prático: "Belisque-me para saber que não estou sonhando!" Ora, sonhando ou acordado, se você está passando por um fenômeno subjetivo de existência, você existe! Eu não posso provar sua existência, mas posso provar a minha ou, insisto, estaria morto. Parece pouco? Você tem segurança em qualquer outra afirmação? Pense em uma cor que você nunca tenha visto ainda. Sentiu-se incapaz? Você, por enquanto, apenas existe. Mas não estou totalmente certo disto. Minha existência é certa, e a sua?

sexta-feira, 30 de junho de 2006

2. Buscando a verdade

Aqui é preciso humildade e intuição. Encontrar qualquer verdade é encontrar sempre um desafio ontológico. O "ser" da verdade encontrada é sempre desafiado pela reflexão. Assim como existe a física microscópica e a macroscópica também desmistificamos a verdade pela visualização dela como um agrupamento de outras verdades ou então pela relação dela com verdades externas.

Um único conceito verdadeiro que não sofra questionamentos internos e externos é o grande desafio. Por exemplo: cadeira. Uma coisa é cadeira se possui requisitos internos (material, acabamento, desenho) e requisitos externos (é funcional, tem finalidade, é util, identifica-se uma relação com o meio). Portanto imaginemos um objeto com quatro pés, uma base e um encosto. Você diria q é uma cadeira? Mas e se nesta situação imaginária, os pés da cadeira fossem 4 fios de arame, a base uma sacola plastica côncava e o encosto uma pedra. Parece até impossível uma construção assim e isto já não é mais uma cadeira apesar da descrição inicial.

Imagine uma cadeira com quatro pés de ferro, uma base de ferro e um encosto de ferro. Parece pesada hein. Mas vc pode sentar, agora sim é uma cadeira! Ou não? A cadeira está no meio do oceano e afundando rapidamente. É cadeira? Ou seria um novo projeto de âncora.

Portanto meus caros, você pode sim definir uma verdade pura, mas ela sempre será dependente de um sistema, de um contexto. É assim que se faz ciência. Quando verdades se ralacionam sem contradições.

Agora, existe uma verdade independente além de pura? Uma verdade absoluta?

quinta-feira, 29 de junho de 2006

1. Razão incompreendida

Tantos foram os que contribuiram para a conquista do que chamamos hoje de inteligência ou razão e demais derivadas, que eu não poderia deixar de agradecer o empenho daqueles que sem finalidade egoísta, sem propósitos imorais, fizeram com que o ser humano fosse capaz de armazenar tanto conhecimento e usá-lo de bom modo, pena que outros de mau modo.

A história da razão é a própria história do homem. O caminho das coisas vivas e mortas nos foi entregue através dos sentidos e experimentamos a simulação de tudo isso em nossa mente de maneira natural. Mas o cérebro humano foi além, simbolizou as coisas e simbolizou os próprios símbolos tratando de criar e processar o que chamamos de idéias abstratas.

O estudo retro e prospectivo desta história ou arriscando um termo mais ousado, destes processos, foi o caminho da teorização da razão, que nunca tornou-se uniforme e isto até os dias de hoje. Deste modo, "razão objetiva", "razão subjetiva", "razão pura, impura e assim por diante".

A razão é incompreendida porque seu conceito se fragmentou. Há conceitos de razões que são paralelos, quase distintos. Mas parece haver uma essência. Nossos conceitos intersubjetivos de razão despertam em cada um uma intuição de razão. Em mim, algo que é essencial em todas as "razões" é a verdade.

quarta-feira, 1 de março de 2006

Música

Algumas músicas despertam sentimentos ignorados. Gostamos ou não de determinadas músicas. Sabemos racionalmente o motivo: geralmente a associação à uma memória boa ou ruim. Mas outras vezes apenas gostamos ou não gostamos sem explicação racional. É como se a música criasse autonomicamente o sentimento. Como isto é possível? Ou o sentimento está profundamente submerso ou há uma fenômeno psíquico diferenciado relacionado ao som musicalístico.