quinta-feira, 6 de julho de 2006

5. Existo passivamente

Existir passivamente é ser, basicamente, um receptor. Através dos sentidos percebe-se o ambiente. Inicialmente não há pensamento, há uma percepção. Portanto a existência passiva é a existência do ser que vê, ouve, sente odores, sabores e sensações.

Primeiramente, a verdade "existo". Não é preciso afirmar com palavras ou gestos, esta afirmação pode ser a simples consciência de si, ou seja, um fenômeno.

Desta concepção, sem aplicarmos hierarquia de verdades, mas ainda sim uma verdade imediata sugerida daquela, "percebo".

segunda-feira, 3 de julho de 2006

4. Seguindo adiante

Seguir adiante é ir além do "existo!". Deixar de apenas existir para pensar, amar, agir, atuar, contemplar, praticar o ócio, ócio criativo, ato alienado, ato capital, ato-fato, etc. Também, simplesmente existir. E inclusive ou (no caso de exaltação do valor "vida") exclusive, deixar de existir.

Veja que pensar vem depois de existir. A assertiva "Penso, logo existo" é inadequada. Uma verdade relativa seria "Existo, logo penso". Outras: existo, logo amo; existo, logo corro; existo, logo adoeço.

Mas devemos avançar com calma. Propus verdades relativas de graus mais avançados nos exemplos anteriores para preparar o terreno, mas elas não surgem somente em saltos. Podemos afirmar nossa existencia e tão cedo, dela, afirmarmos o que vemos, o que sentimos, o que pensamos de qualquer maneira, mas podemos, contrariamente, estabelecer uma maneira determinada, um modo (vide posterior consequências de existir ativamente).
Com intuição e humildade encadearei a primeira verdade relativa.
Pois bem, a verdade absoluta "existo" gera* uma verdade relativa consequente e primitiva:
- Existo passivamente.

*utilizo o termo "gera" porque não há que se falar ainda em método, apenas verdade intuída, encadeada, subordinada a uma verdade absoluta. Não há método, mas simples consequência principiológica da verdade absoluta.

sábado, 1 de julho de 2006

3. A verdade absoluta

Antes de qualquer método, antes de qualquer iniciação do pensamento racional, existe uma verdade absoluta como princípio. Esta é a única certeza. O Grande Amálgama do Filósofo. A destruidora de religiões. A decorrente de idéias atuais como a do filme Matrix. O início, pois a partir dela criamos verdades relativas. O fim, pois somente ela é absoluta. A coroa de Descartes. O cetro de Bacon. A VERDADE ABSOLUTA.

Apresento-lhes a única verdade do mundo: "Existo!". Infelizmente, é perceptível que é uma verdade subjetiva. Só é válida pra mim! Mas experimente você mesmo, pense alto: EXISTOOO! O princípio do pensamento racional morre com seu sujeito pensante. Mas enquanto vivo ele jamais pode estar errado ou simplesmente não existiria.

Exemplo prático: "Belisque-me para saber que não estou sonhando!" Ora, sonhando ou acordado, se você está passando por um fenômeno subjetivo de existência, você existe! Eu não posso provar sua existência, mas posso provar a minha ou, insisto, estaria morto. Parece pouco? Você tem segurança em qualquer outra afirmação? Pense em uma cor que você nunca tenha visto ainda. Sentiu-se incapaz? Você, por enquanto, apenas existe. Mas não estou totalmente certo disto. Minha existência é certa, e a sua?