sexta-feira, 30 de junho de 2006

2. Buscando a verdade

Aqui é preciso humildade e intuição. Encontrar qualquer verdade é encontrar sempre um desafio ontológico. O "ser" da verdade encontrada é sempre desafiado pela reflexão. Assim como existe a física microscópica e a macroscópica também desmistificamos a verdade pela visualização dela como um agrupamento de outras verdades ou então pela relação dela com verdades externas.

Um único conceito verdadeiro que não sofra questionamentos internos e externos é o grande desafio. Por exemplo: cadeira. Uma coisa é cadeira se possui requisitos internos (material, acabamento, desenho) e requisitos externos (é funcional, tem finalidade, é util, identifica-se uma relação com o meio). Portanto imaginemos um objeto com quatro pés, uma base e um encosto. Você diria q é uma cadeira? Mas e se nesta situação imaginária, os pés da cadeira fossem 4 fios de arame, a base uma sacola plastica côncava e o encosto uma pedra. Parece até impossível uma construção assim e isto já não é mais uma cadeira apesar da descrição inicial.

Imagine uma cadeira com quatro pés de ferro, uma base de ferro e um encosto de ferro. Parece pesada hein. Mas vc pode sentar, agora sim é uma cadeira! Ou não? A cadeira está no meio do oceano e afundando rapidamente. É cadeira? Ou seria um novo projeto de âncora.

Portanto meus caros, você pode sim definir uma verdade pura, mas ela sempre será dependente de um sistema, de um contexto. É assim que se faz ciência. Quando verdades se ralacionam sem contradições.

Agora, existe uma verdade independente além de pura? Uma verdade absoluta?

quinta-feira, 29 de junho de 2006

1. Razão incompreendida

Tantos foram os que contribuiram para a conquista do que chamamos hoje de inteligência ou razão e demais derivadas, que eu não poderia deixar de agradecer o empenho daqueles que sem finalidade egoísta, sem propósitos imorais, fizeram com que o ser humano fosse capaz de armazenar tanto conhecimento e usá-lo de bom modo, pena que outros de mau modo.

A história da razão é a própria história do homem. O caminho das coisas vivas e mortas nos foi entregue através dos sentidos e experimentamos a simulação de tudo isso em nossa mente de maneira natural. Mas o cérebro humano foi além, simbolizou as coisas e simbolizou os próprios símbolos tratando de criar e processar o que chamamos de idéias abstratas.

O estudo retro e prospectivo desta história ou arriscando um termo mais ousado, destes processos, foi o caminho da teorização da razão, que nunca tornou-se uniforme e isto até os dias de hoje. Deste modo, "razão objetiva", "razão subjetiva", "razão pura, impura e assim por diante".

A razão é incompreendida porque seu conceito se fragmentou. Há conceitos de razões que são paralelos, quase distintos. Mas parece haver uma essência. Nossos conceitos intersubjetivos de razão despertam em cada um uma intuição de razão. Em mim, algo que é essencial em todas as "razões" é a verdade.